terça-feira, 6 de setembro de 2011

 E havia nela um olhar triste que nem mesmo o sorriso conseguia disfarçar mais, um toque de melancolia no sorriso e um toque de “ninguém me domina” no andar. Esperava pelo mar, pela imensidão, por algo que a tirasse de lá, daquele lugar aonde tudo se tornava lembranças, aonde tudo a levava de volta para o lugar daonde tanto lutou para sair.
Havia nela uma paz, quase inatingível, quase...
Era como se vivesse em seu próprio infinito particular, aonde só cabia ela, sua dor e sua fé. Aonde o espaço que antes era preenchido por outra pessoa tinha sido destruído tão devastadoramente que ela havia o fechado e proibido que alguém entrasse de novo, por medo, puro medo que fizessem aquela dor voltar de novo, aquela dor que tanto a consumiu e que a fez chorar por tantas vezes.
E no meio de tudo isso, e no meio de todos, ela ainda conseguia sorrir, mesmo que querendo disfarçar algo, conseguia sorrir, um sorriso melancólico, mas seu, só seu, que ela se recusava de tirar do rosto, ninguém precisava saber sobre tudo o que ela havia passado.
Era aquele sorriso e sua maior arma, porque ela sabia que um dia ele seria verdadeiro de novo, faria de tudo pra que fosse.
E nela havia...ela, apenas ela e sua essência, algo tão diferente que chamava atenção, algo tão profundo que nem ela mais se importava em entender, pois só queria continuar a ir e andar, andar até encontrar a paz de novo, até chegar no mar, até chegar ao infinito...
E havia nela o céu...

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