segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Eai eu te pergunto: cadê você no dia que eu preciso? Aonde você se meteu no dia em que a única coisa que eu queria era você por perto pra me mostrar como tudo ta bem e como ainda tem muita coisa pela frente? Cadê você segurando minha mão e mandando eu me acalmar, porque a minha insegurança e bobagem? Por que você não me diz que eu não vou te perder, não importa quão perto isso pareça pra mim?
Por que você não me abraça e me passa a segurança que eu preciso? Dizem que quanto mais alto você sobe, mais bonita a vista e maior a queda. Minha vista está linda, mas eu ainda me sinto a beira de um precipício, aonde não tem ninguém lá embaixo pra me segurar.

Cadê você quando a única coisa que eu precisava era simplesmente te ter por perto?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011


E eu me peguei aqui, tão insegura e tão desarmada no meio da noite sem nem ao menos saber o que te dizer, e eu me peguei aqui, sem as minhas barreiras que construí com tanto esforço depois daquela dor de um grande amor. E eu te senti em mim, seu perfume que me deixou tão fissurada que fazia parecer que você estava aqui, do lado.
Você derrubou todas aquelas muralhas que estavam em volta de mim com apenas um sorriso, o seu sorriso, aquele que me deixa boba a partir do momento que aparece. E no meio dos teus braços e de teus abraços me senti segura como há muito tempo já não me sentia mais. E no meio dos teus beijos e de teus chamegos me senti feliz, senti meu rosto se abrir em um sorriso que parecia vir da alma.
E eu me senti assim, tão encantada, tão perturbada, tão desprotegida, mas ao mesmo tempo tão sua que nada mais importava, além do agora, nada mais importava além do eu e você.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011



"A Lei propagada pelo Buda é comparável a uma grande nuvem que com uma nutritiva chuva, umedece as flores humanas de tal forma que elas possam florescer." (Sakyamuni)

terça-feira, 6 de setembro de 2011

 E havia nela um olhar triste que nem mesmo o sorriso conseguia disfarçar mais, um toque de melancolia no sorriso e um toque de “ninguém me domina” no andar. Esperava pelo mar, pela imensidão, por algo que a tirasse de lá, daquele lugar aonde tudo se tornava lembranças, aonde tudo a levava de volta para o lugar daonde tanto lutou para sair.
Havia nela uma paz, quase inatingível, quase...
Era como se vivesse em seu próprio infinito particular, aonde só cabia ela, sua dor e sua fé. Aonde o espaço que antes era preenchido por outra pessoa tinha sido destruído tão devastadoramente que ela havia o fechado e proibido que alguém entrasse de novo, por medo, puro medo que fizessem aquela dor voltar de novo, aquela dor que tanto a consumiu e que a fez chorar por tantas vezes.
E no meio de tudo isso, e no meio de todos, ela ainda conseguia sorrir, mesmo que querendo disfarçar algo, conseguia sorrir, um sorriso melancólico, mas seu, só seu, que ela se recusava de tirar do rosto, ninguém precisava saber sobre tudo o que ela havia passado.
Era aquele sorriso e sua maior arma, porque ela sabia que um dia ele seria verdadeiro de novo, faria de tudo pra que fosse.
E nela havia...ela, apenas ela e sua essência, algo tão diferente que chamava atenção, algo tão profundo que nem ela mais se importava em entender, pois só queria continuar a ir e andar, andar até encontrar a paz de novo, até chegar no mar, até chegar ao infinito...
E havia nela o céu...

domingo, 4 de setembro de 2011


‎"Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão"



Vinicius de Moraes