terça-feira, 16 de novembro de 2010


Quando eu era criança, sempre tentei entender o porquê você tinha feito aquilo comigo, afinal, eu era de fato apenas uma criança, nunca havia lhe causado nenhum mal. Nunca ao menos tive uma chance para que pudesse me conhecer, você nunca me deu uma.
Fiquei anos e mais anos querendo saber o que eu fiz para você me deixar, e porque você tinha negado o seu amor para mim, justo eu que tanto precisava dele. Cresci tendo que explicar aos meus colegas porque não era você que ia as minhas reuniões ou brincadeiras do seu dia. E como de praxe, nunca tinha palavras para explicar o porquê de tudo isso.
Quando eu finalmente resolvi não mexer, mas nessa historia e esquecer tudo de vez, você simplesmente reapareceu na minha vida tentando fazer as coisas darem certo, se empenhando, ou ao menos fingindo bem que fazia isso, para que de alguma forma tudo voltasse ao que seria normal. Não vou dizer que de alguma forma isso nos reaproximou um pouco, mas seria hipócrita da minha parte dizer que funcionou totalmente.
Toda vez que venho ao seu encontro, toda vez que vejo o mundo que o cerca a única coisa que vem a minha cabeça é o porquê você não conseguia fazer o mesmo que faz com eles, por mim. O que eu tinha de tão errado?
Acho que por isso eu não consigo me entregar inteiramente a seu novo mundo, me abrir totalmente a você. Não o culpo por ter sido imaturo, mas isso não significa que eu o entenda. Como eu disse, eu era apenas uma criança que precisava de você.
E mesmo depois de tanto tempo, essa duvida ainda me persegue e quem sabe um dia eu não lhe pergunte diretamente ou ao menos consiga falar sobre isso sem derramar uma lagrima, por enquanto em limito a sorrir e fingir que tudo esta bem, mesmo sabendo que meu mundo desmorona, quando vejo que não fiz parte do seu.

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